Emprego pós-pandemia – setores mais promissores



Confira levantamento do site Snagajob, nos EUA, sobre setores que mais contrataram após o pico da pandemia, para saber o que deve ocorrer no Brasil.

Com a chegada da pandemia de Corona Vírus, e a consequente necessidade de isolamento social, quarentena, suspensão de determinados serviços, as mudanças na carga horária do mercado de trabalho foram drásticas, como também na busca por empregos, que caiu muito conforme estatísticas atualizadas.

Determinados segmentos industriais, entre eles hotéis, turismo, perderam renda e empregos, numa escala sem precedentes. Entretanto, outros setores na área de armazém e logística, viram o crescimento pela demanda de serviços, à medida que a entrega de mercadorias se torna essencial.



O foco principal desta matéria está nos pedidos de emprego no pós-pandemia, que se aproxima, ou seja, se as pessoas procuram trabalho atualmente ou ainda evitam os empregos devido ao surto de Covid-19.

De acordo com artigo publicado no site Snagajob, EUA, nos meses de março e abril, os pedidos de emprego diminuíram muito, por hora, em comparação com fevereiro, neste ano de 2020.



Entretanto, a partir de maio foi observada uma recuperação bastante significativa. Grande parte dessa recuperação de maio se deu pela reabertura de restaurantes e das unidades de saúde. Mesmo assim, os administradores da maioria das indústrias perceberam que os pedidos de emprego ainda estão abaixo dos níveis pré-pandêmicos.

Apesar disso, a quase totalidade das áreas estatísticas metropolitanas está testemunhando um positivo aumento nas buscas por emprego. Em Miami, em Las Vegas e em Baltimore se registraram maior número de pedidos no mês de maio.

Os colaboradores do site começam descrevendo sobre as tendências nacionais em pedidos de emprego.

De acordo com a pesquisa, o número de aplicativos no Snagajob desde antes da pandemia até o final de maio se alterou radicalmente, sendo indexados até 100 aplicativos em fevereiro, conforme tabela apresentada na fonte.

Entre março e abril foi registrado um acentuado declínio nas solicitações de emprego, com uma queda de 42% em relação ao nível registrado pré-pandemia. No entanto, em maio, houve uma recuperação repentina na busca por trabalho, considerando que os Estados suspenderam as restrições de permanecer em casa. Entretanto, as aplicações ainda estão bem abaixo, diante dos níveis registrados antes de se instalar a pandemia.

Existe, portanto, uma dinâmica oscilando entre queda e aumento na busca de emprego, e isso se dá por causa do menor número de ofertas de trabalho disponíveis, ou porque os indivíduos se tornaram mais nervosos e são menos propensos a se candidatar a empregos durante a pandemia?

A resposta abrange um pouco das duas situações. Outra tabela, apresentada no artigo, mostra claramente a quantidade de registros de busca de emprego por cargos disponíveis, via Snagajob.

No momento em que a pandemia teve início, o número de pedidos de emprego, por posição, caiu em março e permaneceu igualmente bem baixo no mês de abril. A partir de maio, a quantidade de aplicativos por posição disponível começou a se aproximar dos níveis pré-pandêmicos.

Deste modo, na medida em que as pessoas voltam a se candidatar a empregos, quase no mesmo nível anterior à crise de pandemia, o total das inscrições, no entanto, ainda está em baixa porque o número de vagas de emprego ainda é menor que em fevereiro.

Comparando esses dados com os do mês de fevereiro, as ofertas, por hora, de emprego caíram até 19%. As empresas passaram a contratar mais em maio do que em abril, porém, ainda em um nível bem menor do que em fevereiro. Em escala nacional, se entende que tanto os empregadores quanto os candidatos a cargos começaram a retornar ao mercado de trabalho no mês de maio.

Quais são as grandes empresas, indústrias, que estão percebendo essa ampla recuperação de ofertas de emprego desde maio deste ano?

De acordo com o que o estudo apresenta, foram os donos de restaurantes que sentiram o maior aumento de solicitações, desde maio, em comparação com abril. Devido ao bloqueio imposto pelo COVID-19, a maioria dos restaurantes em todo o país foi fechada para as refeições, no mês de abril. Quando os restaurantes começaram a ser reabertos, pedidos de emprego voltaram a acumular. Nos supermercados, porém, continuaram contratando durante a pandemia, por meio de aplicativos.

Na área de higienização a recuperação começa a se expressar em bons números; na área de saúde também, pois que os consultórios de dentistas, por exemplo, agora podem abrir as portas, novamente.

Ainda assim, a grande maioria dessas categorias está recebendo bem menos pedidos, desde maio, do que antes da pandemia, no mês de fevereiro.

Comparando-se com o período anterior à pandemia, somente as categorias de Logística e de Armazém mantiveram um intenso crescimento nas aplicações. Por outro lado, as aplicações em turismo e na indústria do entretenimento caíram mais de 80% em relação a fevereiro.

A partir da reabertura das atividades econômicas nos EUA, foi possível observar um significativo crescimento na busca de emprego. Outro gráfico inserido no artigo, fonte desta matéria, apresenta crescimento das ofertas de emprego nas 50 maiores áreas estatísticas metropolitanas do Snagajob, desde maio em comparação com abril.

Portanto, na medida em que se iniciou a reabertura da economia, a postagem média de vagas por meio do site empregatício, Snagajob, chegou ao mesmo número de solicitações que em fevereiro. Mesmo assim, as ofertas de emprego ainda não são tão satisfatórias quanto a normalidade verificada antes da pandemia. Aos poucos esse quadro vai sendo normalizado.

Fonte: https://www.snagajob.com/blog/post/applications-for-hourly-jobs-rebound-sharply-in-may.

Variação de percentual de contratação

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