Quem busca emprego na pandemia pode enfrentar menor concorrência



Embora muitos estabelecimentos estejam fechados, há setores ainda contratando

O novo coronavírus trouxe um impacto na economia mundial e no Brasil, causou o afastamento de mais de 14,6 milhões de pessoas do trabalho. Por ser necessário estar em isolamento, ou até mesmo reduzir o quadro de funcionários, muitas empresas anunciaram férias coletivas ou até mesmo, suspensão de contratos e demissões.

Entretanto, outras 10,9 milhões de pessoas estavam sem trabalho no mesmo período e não encontravam nenhuma ocupação. Desse modo, aproximadamente 28,6 milhões de pessoas, durante o mês de maio, não tiveram acesso ao mercado de trabalho.



Mas, durante o período de pandemia as pessoas estão buscando colocação no mercado de trabalho?

Segundo pesquisas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nesta terça-feira (16), o país tem cerca de 25,6 milhões de pessoas que não procuraram trabalho no mês de maio, apesar de desejarem uma colocação no mercado de trabalho.



Aproximadamente 17,7 milhões desse total, informaram não ter procurado trabalho devido à pandemia ou por não haver oportunidades na localidade onde vivem por causa da Covid-19.De todo modo, há setores ainda contratando, como temos noticiado aqui no Trabalhou.com.br. Quem busca emprego neste momento pode enfrentar menos concorrência, dependendo do setor.

A pesquisa, chamada de Pnad Covid-19, realizada pelo IBGE, busca medir os efeitos que a doença está causando no mercado de trabalho e na população.

Muitos setores estão sofrendo com o impacto causado pela Covid-19 e precisaram reduzir o quadro de funcionários. O setor industrial, por exemplo, teve queda de 18,8 % comparado a março.

Mas, sem dúvidas, um dos setores que foram mais impactados com o distanciamento social foi o da indústria têxtil, apresentou queda de 28,5% na produção industrial e cerca de 60% do comércio de calçados, tecidos e vestuários. Fernando Pimentel, presidente da ABIT (Associação Brasileira de Indústria Têxtil e de Confecção), mais da metade das empresas do setor demitiram neste período de pandemia.

Pimentel ressalta que se não fosse a MP (Medida Provisória) 936, que autoriza redução de jornada de trabalhadores e corte de salários, o número de demitidos teria sido muito maior. Com esta medida, mais de 10 milhões de brasileiros tiveram o contrato de trabalho afetado. A economia caiu consideravelmente, mas, se não fossem essas medidas, mais demissões teriam ocorrido.

Quais as chances de recuperação da economia?

De acordo com o economista-chefe Étore Sanchez, da Ativa Investimentos, a flexibilização das medidas restritivas que vem ocorrendo neste mês de junho em alguns estados, ajudará na recuperação e criação de novos postos de trabalho.

E ainda se mostra muito otimista em relação a recuperação da economia e acredita que irá melhorar gradativamente a partir de junho em diante. Porém, enfatizou que tudo também dependerá da evolução da pandemia.

Já para o economista do Insper, Otto Nogami, o processo de recuperação da economia não será rápido e não se mostra tão otimista quanto Fernando Pimentel. A pandemia contribui para um número preocupante de, aproximadamente, 74,6 milhões de pessoas fora da força de trabalho.

Segundo Otto Nogami, começaram a ter um impacto na estatística geral, na medida em que os pequenos negócios encerram suas atividades e as perdas de mercado é enorme.

A pesquisa Pnad Covid, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), está sendo feita em parceria com o Ministério da Saúde. São dois mil agentes ligados a 193,6 mil domicílios em 3.364 cidades em todo o Brasil.

Em 25 de fevereiro foi registrado o primeiro caso do novo coronavírus no país. A partir do mês de março, foi decretado o isolamento com o fechamento do comércio, bares, restaurantes. Dessa forma, o Brasil começou a sentir consideravelmente todo impacto econômico que a Covid-19 tem causado. Há cidades que já estudam e até já estão flexibilizando o isolamento e serviços considerados como não essenciais, já estão reabrindo.

Baseado no texto de Erika Balbino

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