Expansão de trabalho no campo atrai pessoas




O Brasil é um país extenso. Figura na lista dos maiores do mundo, mas com uma vantagem significativa sobre os demais: possui extenso território de área agricultável, ou seja, terras produtivas, prontas para serem semeadas e gerarem renda e sustento. Mas é incrível como essas terras são mal utilizadas no Brasil, embora o agronegócio seja uma das maiores fontes de riqueza nacional, isso graças ao gado, soja, cana e outras commodities que apenas geram receitas, mas não resolvem o problema da falta de alimentos.

Dizer falta de alimento não é bem correto, porque não falta, há sim desperdícios que se iniciam no campo. Hoje temos uma interessante engrenagem rodando a favor da vida no campo: escolas técnicas agrícolas.


Durante muito tempo, dos anos 70 até o início dos anos 2000 nós tivemos um grande esvaziamento dos campos, com pessoas fazendo o conhecido caminho campo-cidade. Hoje temos um fluxo contrário. Muitas pessoas têm optado por voltar aos campos, motivados a princípio pelo estresse e falta de perspectivas nas cidades.

Quando um jovem ou até mesmo alguém mais experiente inicia um curso técnico na área agrícola, depara-se logo de início com uma surpresa positiva: a mecanização dos campos. O medo dos jovens que sentem vontade, mas receio dos campos, é ter de pegar na enxada. Não que não precise, mas hoje é em ritmo bem menor. Tem sim que gostar e ter certa habilidade com a terra, mas o serviço pesado mesmo fica por conta das máquinas. E trabalhar no campo – para quem gosta claro – é muito mais gotoso que um escritório chato, com chefes chatos e muito trânsito na volta.

O trabalho no campo pode proporcionar uma incrível qualidade de vida aos interessados. Existe oportunidade de crescimento, perspectivas positivas e a certeza que é uma fatia do mercado que não irá acabar, somente expandir. Pois podemos com certeza ficar sem Facebook, smartphones e outros, mas jamais sem uma refeição em nossa mesa.


Por Luciana Viturino

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