Empresas pretendem contratar mais mulheres após maternidade



  

Pesquisa revelou que empresas planejam contratar um número maior de mulheres após licença maternidade.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Regus, que oferece soluções flexíveis sobre assuntos de trabalho, 26% das empresas estão planejando contratar um número maior de mulheres neste ano, especificamente as que estão buscando uma nova colocação no mercado de trabalho depois de ter tido bebê e ficado de licença maternidade. O Brasil apresenta uma porcentagem ainda melhor, pois 27% dos entrevistados responderam que pretendem contratar profissionais que tenham esse perfil.

Esse estudo foi realizado em dimensões globais e contou com a opinião de 44 mil executivos de mais de 100 países.

Com a pesquisa foi possível observar que os profissionais com esse perfil acabam sendo mais valorizados, pois conseguem administrar melhor o tempo, transparecem uma maior confiabilidade, apresentam experiência e várias habilidades. Outro ponto positivo é que essas mulheres são menos propensas a mudar de emprego e garante à empresa a retenção, isso porque uma mulher com filho pensa duas vezes antes de mudar a vida profissional drasticamente ou trocar o certo pelo duvidoso. Em outra pesquisa feita pela Regus foi possível comprovar que 57% das empresas acham que as mães ajudam efetivamente a melhorar a produtividade dentro das companhias.



Em números, 31% dos entrevistados revelaram que mulheres com esse perfil são mais organizadas, 55% que são de confiança e 30% que a maternidade traz novas habilidades e experiências. Além disso, 23% as consideram funcionárias mais solidárias e 23% consideram que depois do afastamento pela maternidade elas trabalham de maneira mais eficiente.

Outra boa notícia para quem é mamãe e está à procura de uma colocação no mercado de trabalho é que 83% dos entrevistados responderam que são a favor da jornada de trabalho flexível para que a mulher consiga dar conta das demandas dos negócios e da maternidade em si. Com esse cenário, ter um filho não significa não conseguir um emprego. Entre a proposta de flexibilização está a ideia de permitir que a mulher trabalhe mais perto de casa ou mesmo que possa trabalhar determinado período em casa.

Por Jéssica Posenato



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