Construção Civil sofre com a Falta de Profissionais
O mundo competitivo tem obrigado jovens e adultos a procurarem melhores qualificações para seus currículos. As exigências são cada vez mais extensas e aumentam anualmente. Não basta ter graduação; é preciso pós-graduação. Escrever e falar perfeitamente a língua portuguesa é uma exigência, assim como também é necessária a língua inglesa em nível intermediário.
Profissões com cobranças mais brandas têm sofrido com a falta de profissionais. De acordo com o levantamento ‘Trabalho, Educação e Juventude da Construção Civil’, construído pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o número de trabalhadores com idades de 15 a 29 anos decresceu de 34,2% para 28% entre 1996 e 2009 pelo setor. A pesquisa vai mais além, pois no primeiro período em questão (1996) o tempo médio de educação dos trabalhadores era de 4,41 anos; no segundo período (2009) avançou para 6,35 anos.
Para Marcelo Neri, coordenador da pesquisa, o jovem tem procurado funções que precisem de maior escolaridade e deixado de lado a ideia de atuar num emprego em que a terminologia “braçal” seja a referência. Para compensar essa migração, acredita que o segmento precisará incrementar salários e assegurar direitos trabalhistas, bem como qualificar melhor a mão de obra.
Por Luiz Felipe T. Erdei
Fonte: Agência Brasil


