Desemprego subiu 1,2% em julho



  

Índice que mede o desemprego no Brasil avançou 1,2% em julho de 2015 e deixa a situação preocupante no País.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou na última quinta-feira, dia 05, que o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) avançou 1,2% no mês de julho de 2015 e com isso mostra que a situação é preocupante no Brasil.

Para conseguir chegar nesse tipo de resultado, é realizado o agrupamento das informações que estão dispostas em dados desagregados, dos quais foram colhidos em quatro tipos de classes de renda familiar. Esses dados foram armazenados através de respostas de perguntas feitas pela Sondagem do Consumidor, ou seja, essa pesquisa procurou saber qual é a percepção que o consumidor brasileiro tem diante a situação atual do mercado de trabalho.

Esse tipo de registro indica que se compararmos com o mês de junho esse valor ficou 90,8 pontos na série com ajuste sazonal, ou seja, é um valor alto se compararmos com o maior resultado que ocorreu na última vez no mês de novembro de 2007.

O mês de julho não foi um período particular nessa avaliação, pois o ICD vem subindo nos últimos sete meses seguidos e em junho essa avaliação já ficava na casa dos 1,6%, tanto que quem percebeu isso mais rapidamente é o próprio mercado consumidor que começa a perceber que as ofertas de trabalho acabam ficando piores e ainda mais desfavoráveis, mais acentuadas ainda com toda essa crise internacional.



Um dos pesquisadores da FGV, o economista Rodrigo Leandro de Moura, informou que esse tipo de resultado faz com que esse aumento da taxa de desemprego no próprio mês seja facilmente notado e ainda acrescenta que neste ano de 2015 o ICD já conseguiu acumular uma alta de 23,3% até o mês de julho.

Qual a camada da sociedade brasileira que mais consegue sentir esse tipo de problema?

Esses fatos fazem com que as famílias que apresentam baixa e média renda sejam as mais atingidas, tanto que a FGV notou que a dificuldade encontrada para conseguir uma vaga de emprego no último mês de julho teve um avanço, chegando a uma alta de 3,4% nesse mês se comparada com junho. Para esse indicador também foi levantado que faz parte de uma faixa que compreende os consumidores que possuem uma renda familiar entre R$ 2,1 mil e R$ 4,8 mil.

Por Fernanda de Godoi



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