O Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, em parceria com o Sead, divulgou uma pesquisa que mostra o cenário do desemprego no país.

De acordo com o estudo, o número de brasileiros desempregados aumentou 10,1% no mês de fevereiro, em janeiro a taxa havia sido de 9,5%. Ainda segundo a pesquisa, houve um aumento real de 137 mil pessoas, ao todo o número de desempregados ultrapassou os 2 milhões.

A alta mais significativa foi registrada na cidade de São Paulo, na capital a taxa passou de 9,6% para 10,4%, porém quando comparado ao mesmo período do ano passado houve uma leve queda de 1,9%.

O aumento também foi registrado em outras regiões pesquisadas, como o Distrito Federal que passou de 9,5% para 10,1%; Porto Alegre, que fechou o mês com 7% e Fortaleza que passou de 8,1% para 8,5%. Nas cidades de Salvador e Recife o índice ficou estável.

Com relação ao nível de ocupação foi apresentada queda de 0,5%, sendo que as mais expressivas foram registradas no segmento de serviços, que teve um corte de 140 mil vagas, sendo que a indústria eliminou cerca de 20 mil postos de trabalho. 

Por Joyce Silva


Com bom desempenho após superar os principais efeitos do colapso financeiro global, a economia brasileira deve crescer aproximadamente 4,5% em 2011, ou seja, dentro das realidades locais, expansão significativamente menor ante a projetada para 2010 pelo Banco Central (BC), de 7,61%.

Nesse ínterim, o número de brasileiros que passou a exercer algum tipo de atividade com registro em carteira de trabalho cresceu exponencialmente, mesmo com as demissões dos empregados temporários ao final do ano. De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), considerando-se as sete regiões metropolitanas sondadas, 418 mil desempregados conquistaram oportunidades.

Traduzindo o número geral em índices, a taxa de desemprego total arrefeceu de 14% em 2009 para 11,9% em 2010. Apesar desse resultado, no ano passado foram criadas 765 mil ocupações, ou seja, boa parte não foi preenchida.

Em todas as regiões brasileiras ocorreu diminuição nas taxas de desemprego, com destaque para Belo Horizonte, que decresceu de 10,3% para 8,4%, Fortaleza, de 11,4% para 9,4%, e Porto Alegre, de 11,1% para 8,7%.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Dieese





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