Apesar de o Brasil estar passando por uma fase de crescimento onde grandes oportunidades de emprego surgem em diversos setores, o problema do desemprego ainda é uma sombra que persegue as boas notícias.

Mesmo que o aumento da taxa seja de poucos pontos percentuais no resultado geral, a coisa é mais complicada. Aliás, foi exatamente isso que revelou uma pesquisa feita recentemente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (Dieese) e pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). De acordo com as informações analisadas em um conjunto de seis regiões pesquisadas a taxa de desemprego cresceu.

Segundo o que foi apontado pelos dados observados o índice de desemprego passou de 10,3%, em fevereiro de 2014, para 11%, em março de 2014. Em números reais isso que dizer que foram eliminados do mercado de trabalho um total de 137 mil postos de trabalho. A cifra eleva o número de desempregados país para 2.294.000.

Conforme os resultados obtidos por outra pesquisa realizada pela Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgados na última quarta-feira, dia 30 de abril de 2014, o nível de profissionais empregados caiu em vários grandes centros como é o caso de Porto Alegre que teve uma queda de 1,5%, de Belo Horizonte onde a queda foi de 0,9%, Fortaleza com 1,3% e São Paulo com uma taxa de 0,5%.

Em uma análise mais atenta dos dados levantados mostra quais foram os setores tidos como grandes responsáveis pelo crescimento da taxa de desemprego em algumas regiões. A indústria de transformação, por exemplo, foi a que mais demitiu chegando a um corte de 88 mil vagas (baixa de 3,1%); na seqüência temos o setor de construção civil com uma eliminação de 26 mil postos (queda de 1,7%). Na área de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas a redução chegou a 24 mil vagas (queda de 0,7%).

Segundo o PED o seguimento que conseguiu manter sua estabilidade foi de o de serviços.

Por Denisson Soares


Com bom desempenho após superar os principais efeitos do colapso financeiro global, a economia brasileira deve crescer aproximadamente 4,5% em 2011, ou seja, dentro das realidades locais, expansão significativamente menor ante a projetada para 2010 pelo Banco Central (BC), de 7,61%.

Nesse ínterim, o número de brasileiros que passou a exercer algum tipo de atividade com registro em carteira de trabalho cresceu exponencialmente, mesmo com as demissões dos empregados temporários ao final do ano. De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), considerando-se as sete regiões metropolitanas sondadas, 418 mil desempregados conquistaram oportunidades.

Traduzindo o número geral em índices, a taxa de desemprego total arrefeceu de 14% em 2009 para 11,9% em 2010. Apesar desse resultado, no ano passado foram criadas 765 mil ocupações, ou seja, boa parte não foi preenchida.

Em todas as regiões brasileiras ocorreu diminuição nas taxas de desemprego, com destaque para Belo Horizonte, que decresceu de 10,3% para 8,4%, Fortaleza, de 11,4% para 9,4%, e Porto Alegre, de 11,1% para 8,7%.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Dieese





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