Desemprego aumentará em 2015
Devido à Copa do Mundo e às Eleições a taxa de desemprego em 2014 continua baixa, pois houve muitas contratações temporárias e muitos empregados se tornaram efetivos. Mas de acordo com o economista Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador de economia da FGV (Fundação Getúlio Vargas), o desemprego ocorrerá em 2015.
Para o economista não há muito otimismo para os empregos em 2015, pois será difícil controlar a inflação sem gerar recessão no mercado de trabalho. Não está havendo muita geração de emprego e as estatísticas mostram a menor geração de vagas nos últimos anos, principalmente nas regiões metropolitanas. Os empresários estão pessimistas e não tentam reter a mão de obra, e esperam que haja uma melhora da atividade econômica.
Segundo os analistas o desestímulo faz com que as pessoas deixem o mercado de trabalho, pois este está enfraquecido e pessoas que procuram trabalho por muito tempo e não encontram desistem e acabam partindo para empregos informais.
Atualmente há uma demanda muito grande de pessoas autônomas e que trabalham por conta própria, ou abrem pequenos negócios ou trabalham pela internet.
Os empregos informais cresceram muito nos últimos tempos, refletindo outros tipos de demandas de trabalho e novas opções, abrindo mais esse caminho, esse espaço.
De acordo com Barbosa Filho, ele acredita que o desemprego subirá ano que vem e a renda crescerá menos por causa da inflação que está subindo. Haverá reajustes como aumento na energia elétrica, aumento nos juros, e gerarão reflexos na economia.
O mercado de trabalho vai gerar menos vagas e para ele não há como manter o atual nível de emprego ou ampliar vagas, devido a esse cenário econômico.
Há fatores que refletem na economia do país que são os altos gastos do governo, obras superfaturadas, o escândalo da Petrobras, a falta de investimentos na indústria, os altos juros, a falta de água (que afeta os produtores agrícolas).
O governo no próximo ano precisará investir na indústria, agricultura e ter um maior controle da inflação, pois as medidas econômicas contribuem para equilibrar as áreas da empregabilidade no país, pois quando a indústria e setores crescem, geram-se mais empregos.
E apesar de tudo o povo brasileiro é criativo, e mesmo com crise, inflação, desaceleração do crescimento as pessoas conseguem sobreviver, pois o espírito de luta e de empreendedorismo permanece e faz o povo seguir em frente buscando alternativas e saídas.
Esperamos que em 2015 as mudanças ocorram e que o governo crie medidas que possam ajudar o país a crescer novamente, que as indústrias e o setor agrícola, e os agronegócios possam se desenvolver e gerar mais empregos. Que as medidas venham e beneficiem a todos.
Por Marisa Costa Torres


