Tempo gasto pelos desempregados para encontrar novo emprego



  

Profissionais levam, em média, 14,4 semanas para encontrar um novo emprego. Rio de Janeiro tem a maior ?fila de espera? do País.

Desde o ano de 2006, o trabalhador brasileiro não demora tanto para conseguir uma nova colocação no mercado de trabalho.  Na média para o mês de julho, na média medida em seis diferentes metrópoles, o tempo médio em que o trabalhador gasta procurando emprego chegou a 14,4 semanas. No ano de 2006 a média era de 14,9 semanas.

Os cálculos foram realizados pelo IBGE, com base nos dados da PME (Pesquisa Mensal de Emprego). A PME acompanha as variações do mercado de trabalho em seis diferentes regiões metropolitanas pelo Brasil, consideradas principais.

Dentre as seis metrópoles pesquisadas, o Rio de Janeiro tem a maior “fila de desemprego” registrada. No mês da pesquisa, os cariocas gastavam em média 17,3 semanas procurando um novo emprego (mais de quatro meses).

Em seguida aparece Salvador. Os baianos procuram por um novo emprego em média por 16,1 semanas. São Paulo aparece a seguir, com tempo médio de procura de 13,9 semanas, seguido de Recife, com 13,1 semanas, Porto Alegre, com 12,7 semanas e Belo Horizonte, com 11,5 semanas de procura.



Os especialistas afirmam que o aumento no tempo de procura por um novo emprego está diretamente relacionado ao aumento no número de demissões, causado pela crise. Quando o empregado sai de uma empresa, ele geralmente tem outro emprego em vista, mas quando é demitido, é pego de surpresa e a busca pode levar mais tempo.

Pioras à vista:

A tendência, seguindo a perspectiva econômica brasileira, é a de que haja uma piora no tempo de procura por novos trabalhos pelo brasileiro, já que cada vez mais patrões estão demitindo funcionários e a abertura de novas vagas está cada vez menor.

No mês de julho deste ano, 1,84 milhões de pessoas estavam procurando emprego nas seis principais metrópoles do país. Número 56% maior do que no mesmo período do ano passado.

Por Patrícia Generoso



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