Trabalhadores entram em greve buscando melhorias.

Os trabalhadores dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado. A paralisação começou na quarta-feira, a partir das 22h. A decisão foi tomada após reunião com sindicatos de todo o país.

Dentre os principais motivos, segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), estão à ameaça de privatização, as demissões em agências e "desmonte fiscal", provocado por repasses ao governo por meio de patrocínios, como por exemplo, nas competições das Olimpíadas do Rio.

A estatal teve prejuízos de R$ 2 bilhões no ano passado e, em 2015, R$ 2,1 bilhões, conforme informações da Agência Brasil.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, diz ser contra a privatização dos Correios, no entanto, a estatal terá que reduzir gastos para evitar isso. O governo não pode ajudar financeiramente a empresa, segundo o ministro.

Outras reivindicações

Outras insatisfações dos trabalhadores da empresa estão no fechamento de agências próprias, inseguranças nas mesmas e, também, melhorias nas condições de trabalho, contratação de funcionários e férias não-suspensas.

Críticas da Federação

A Fentect disse, em entrevista a Agência Brasil, que a privatização pode colocar em risco os direitos da população, pois com as agências sendo fechadas, a população perde seus direitos de postagem oferecidos pelos Correios e também o atendimento bancário, caso de correntistas do Banco do Brasil.

Os sindicatos e a estatal afirmaram que vão se unir às manifestações dos trabalhadores, a Greve Geral, que está marcada para esta sexta-feira (28), contra as reformas trabalhistas e da Previdência.

Em nota, Os Correios informaram que mesmo em greve, todos os reforços serão tomados para manter todos os serviços.

Canais de Atendimento

No site http://www.correios.com/para-voce estão disponíveis diversos serviços de acompanhamento das encomendas e outros. Em caso de dúvida, acesse o menu fale conosco.

Atendimento ao cliente pelos telefones: 3003 0100 (Capitais e Regiões Metropolitanas) ou 0800 725 7282 (para demais localidades). O número exclusivo para pessoas com deficiência auditiva é 0800 725 0898.

A empresa

Correios são umas das empresas mais antigas do país, fundada em 1663. A empresa já recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais devido ao seus serviços oferecidos à sociedade. Entre eles, nas categorias: Serviços Públicos, Inovação, Sustentabilidade, Courier, Institucional e Logística, para citar alguns.

Daniela Dutra


Confira aqui quais setores devem paralizar suas atividades na próxima sexta-feira, dia 28 de abril de 2017.

Para quem depende de alguns serviços bancários, Correios ou transporte público, na próxima sexta-feira, pode ficar prejudicado, pois a Central Única dos Trabalhadores (CUT), em parceria com outros sindicatos, está programando uma paralisação geral no dia 28 de abril. A previsão é que outros movimentos também resolvam aderir a greve, que tem o objetivo de protestar contra as reformas previdenciária e trabalhista, proposta pelo governo de Michel Temer (PMDB).

Os líderes dos sindicatos estão organizando uma mobilização que vai se iniciar pontualmente às 17 horas no Largo do Batata, situada na zona oeste da capital paulista, até a casa do presidente Temer. A CUT ainda informa que não tem a expectativa de superar o número de pessoas da paralisação do dia 15 de março, mas seu principal objetivo é a total paralisação das atividades durante o horário comercial.

No dia 1 de maio, próxima segunda-feira, a CUT está planejando uma grande manifestação na Avenida Paulista e até hoje sete centrais sindicais se manifestaram e confirmaram maciça presença na greve do dia 28. O sindicato dos metroviários aderiu a greve de sexta-feira e vão paralisar as atividades dos trens e metrôs de São Paulo durante todo o dia e os avisos estão espalhados nas estações. Outro sindicato que confirmou presença na greve é os dos rodoviários do ABC Paulista e o órgão vai interromper suas atividades normais durante todo o dia 28 nas cidades que pertencem a região do ABC da grande São Paulo.

Outro setor que vai parar durante todo o dia, é os dos bancários da capital paulista e região metropolitana. O sindicato dos Correios e Telégrafos foi ainda mais fundo e antecipou a greve para o dia 26 de abril, às 22 horas e a paralisação será por tempo indeterminado, pois são vários os motivos da reivindicação. Os funcionários da prefeitura vão aderir a paralisação do dia 28, mas o sindicato da categoria ainda não definiu se a greve será durante todo o dia.

Além da reforma trabalhista e da previdência, o protesto tem como motivo o aumento salarial de várias categorias. Alguns professores da rede pública municipal de outros estados pretendem aderir à greve geral de sexta-feira. Tomara que todo o esforço gere algum resultado para os manifestantes.

Rodrigo Souza de Jesus


Reivindicação por melhores salários. Esse é o principal motivo da paralisação dos portuários que completou três dias na quarta-feira (22/07).

A reunião entre o sindicato patronal e os funcionários dos portos de Salvador, Aratu e Ilhéus, não chegou a um consenso e a greve continua. Os prejuízos chegaram a R$ 30 milhões por dia.

Os portuários querem um aumento de 10,75%, além de serem contrários à redução de seis para duas horas extras permitidas para cada trabalhador.

Metade dos 300 funcionários retornou ao trabalho hoje para garantir o embarque e desembarque dos caminhões que estavam enfileirados na Companhia de Docas da Bahia (Codeba).

Devido à greve dos portuários, o setor causou um forte impacto financeiro negativo na economia do setor.





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