Nível de emprego na construção civil cai 0,34%, segundo FGV





As regiões Norte e Nordeste apresentaram os piores índices de contratação e as maiores taxas de desemprego

Em janeiro deste ano foi registrado uma queda nos empregos da área de construção, com carteira assinada. De acordo com a pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo, SindusCon-SP, em parceria com a FGV, a queda foi de 0,34% comparando os meses de dezembro de 2014 e janeiro de 2015. Um dos principais motivos é a falta de investimentos do país. 

A única região que se manteve estável foi no sul do país, registrando alta de 1,19%, com 5,719 mil novos postos de emprego. As regiões Norte e Nordeste apresentaram os piores índices de contratações e os maiores números de desemprego da área de construção. 


Outro fator que deve ser levado em consideração para justificar os números, é a busca do mercado pela mão de obra qualificada, ou seja, quanto mais "qualificado" o profissional for, melhor será sua colocação no mercado.

A área de construção civil é de trabalho pesado e, na maioria das vezes, de risco. Em "tempos de crise", as empresas acabam sendo obrigadas a fazer a escolha de corte de funcionários com a falta de demanda e quando isto acontece, os critérios para a dispensa partem de fatores como o tempo de trabalho e a qualificação profissional.

A recolocação no mercado formal começa a tornar-se opção para quem descobre as vantagens do contrato de trabalho por empreitada, uma das melhores opções do trabalhador liberal da categoria.


No site do SindusCon- SP (http://www.sindusconsp.com.br/msg2.asp?id=8206) o presidente José Romeu Ferraz Neto esclarece: “a persistência da tendência de queda no número de empregados em 2015 reflete diretamente a queda no nível de investimentos do país. O governo precisa reverter esse quadro urgentemente, adotando medidas que estimulem a atividade econômica e evitem uma recessão mais generalizada. Nesse sentido, o Executivo deveria rever o projeto de lei que, na prática, acabará com a desoneração da folha de pagamentos da construção e de outros setores”.

Em suma, é um problema que ainda pode ser solucionado e precisa da atenção do governo.

Por Bruna Domingos dos Santos

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