Emprego industrial recua em janeiro 2015





Foi registrado um leve recuo na faixa de 0,1%

Não é segredo para ninguém que a economia brasileira anda muito mal “das pernas”. Para confirmar isso, os primeiros dados sobre o início deste ano foram divulgados. Na passagem do mês de dezembro para o mês de janeiro deste ano, o emprego na indústria, por exemplo, registrou um leve recuo na faixa de 0,1%. Os dados foram obtidos por meio da Pesquisa Mensal de Emprego e Salário realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

É interessante observar um fato interessante nesse ponto. Em dezembro de 2014 o total de empregados havia crescido, representando 0,3%. Por si só já era um aspecto muito bom, já que, com isso, oito meses seguidos de taxas negativas foi interrompido. Nesse período de baixa foi acumulado uma perda de 4,3%.


Se formos um pouco mais longe nas comparações e pegarmos como exemplo o mês de janeiro de 2014, vamos consequentemente obter uma taxa negativa de 4,1%. A título de curiosidade, esse é o 40° resultado negativo seguido nessa forma de comparação. Já o total de trabalhadores empregados na indústria nos 12 meses que se encerraram em janeiro, vamos ter um acúmulo de queda de 3,4%.

O IBGE também divulgou os dados sobre a soma de todos os serviços e bens produzidos no Brasil em 2014. Aqui, os resultados também não foram nada agradáveis. Para se ter ideia, o Produto Interno Bruto registrou seu pior resultado em um período de cinco anos.

Uma das linhas mais afetadas foi o comércio. No ano passado, com as vendas baixas, o setor teve que obrigatoriamente fechar em queda. Em consequência, esse ponto ainda puxou consigo o resultado correspondente ao setor de serviços. Esse último, vale ressaltar, tem um peso maior em relação ao crescimento do país.


Como bem se sabe, a economia de um país depende dos seus mais variados setores. Podemos ter uma ideia maior dessa reação em cadeia quando observamos, por exemplo, a baixa no preço do petróleo e do minério de ferro que, por sua vez, fizeram com que as exportações brasileiras tivessem seu pior desempenho desde 2009.

Podemos citar também a construção civil que teve um “encolhimento” e contribui para o recuo da indústria.

Por Denisson Soares

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