Quando somos convocados para uma entrevista de emprego, começamos logo a formular o que precisamos falar na hora, e muitas vezes essas falas que achamos ideais são nada mais do que discursos prontos. Esses "diálogos ensaiados" geralmente não impressionam mais os recrutadores, pois todos eles já estão bem acostumados a ouvir as mesmas coisas em todas as entrevistas de emprego. Mas, o que fazer para fugir desses discursos prontos? Você pode tentar seguir as seguintes dicas:

– Se o recrutador pedir para falar mais sobre o que você acha de você mesmo: Primeiramente, antes do mais nada, você deve falar a verdade, somente a verdade, evite mentiras e omissões, pois uma hora ou outra o recrutador pode acabar descobrindo, seja através de um comportamento seu ou uma outra atitude que passar despercebida.

– Se o recrutador perguntar quais são seus maiores defeitos: Fale exclusivamente de você. Explique verdadeiramente quais são seus defeitos e que está disposto a melhorá-los para aprender com eles.

– Se pedirem para que você fale sobre seus pontos fortes (ou lado positivo): Aqui você pode falar por exemplo, as expectativas que você tem sobre você mesmo para o futuro, e não discursos que todos já falam, como "eu sou detalhista", "perfeccionista" ou "dou o melhor de mim", pois isso eles já estão cansados de ouvir. Fale sobre o que você gostaria de ser e como irá mostrar seus resultados dentro da empresa, independente da sua condição no momento, pois isso pode atrair o recrutador.

É muito importante também que você cite experiências do passado, pois isso pode te ajudar. Fale do que te ajudou a superar obstáculos, pressões de ex-chefes e momentos de dificuldades em sua carreira.

Algumas pessoas têm medo de expor situações do passado, mas, muitas vezes são elas que nos ajudam a superar diversos problemas do cotidiano, principalmente quando envolve trabalho. Enfim, nessa hora pode valer tudo, menos mentir e exagerar no discurso.

Por Daniela Almeida da Silva


É chegado o grande dia, o tão sonhado processo seletivo para aquela empresa “mega”, onde você tanto desejou trabalhar e a ansiedade toma conta do candidato. Mas se o entrevistado se preparou previamente, a tendência é que tudo aconteça conforme o desejado. Mas como se preparar se não existe uma regra para o que será perguntado na entrevista de emprego? Simples, algumas perguntas são quase sempre repetidas ao candidato. Sabendo o que irá dizer, as chances de sucesso se ampliam. 

Fale um pouco sobre você. Essa pergunta é praticamente obrigatória nas entrevistas de emprego e, com certeza, é a que causa maior nervosismo. Fale de forma segura e direta, seja sucinto e valorize seus resultados profissionais. A não ser que seja perguntado, não comece um longo e enfadonho monólogo sobre sua vida pessoal, isso poderá demonstrar que o candidato quer desviar do assunto mais importante: seu perfil profissional. Procure não exagerar nos gestos e contenha suas mãos se você for daquelas pessoas que falam gesticulando muito. Geralmente, esse tipo de comportamento denuncia uma ansiedade e nervosismo que podem atrapalhar na hora do entrevistador avaliar e tirar suas primeiras impressões em relação ao candidato.

Outro questionamento muito comum é perguntar o motivo pelo qual o candidato enviou o currículo para aquela empresa. De posse de todo conhecimento prévio feito sobre a instituição, o candidato poderá entrelaçar seus objetivos profissionais com o perfil da empresa. Demonstrando ao entrevistador interesse e compatibilidade de ideias em relação ao contratante e aproximando seus objetivos dos da companhia, suas chances de sucesso serão muito grandes.

No mais, seja simpático e gentil, demonstre interesse e foco no que está sendo apresentado e solicitado seja na entrevista, seja na dinâmica em grupo. E, principalmente, jamais aumente ou conte uma mentira sobre seu perfil profissional. Lembre-se, o entrevistador é uma pessoa treinada e poderá perceber facilmente um deslize desses. 

Por Taty Tesch


Uma prática cada vez mais comum entre os RH’s de empresas é a realização de entrevistas por meio de telefone. O que muitos candidatos não imaginam é que aquelas perguntas aparentemente inofensivas já fazem parte do processo de seleção das empresas, muito menos que muitas pessoas não seguem para a próxima etapa de seleção.

As entrevistas por telefone são consideradas para que as empresas poupem  tempo em seus processos e possam otimizar seus recursos disponibilizados nos casos de entrevistas presenciais. Comumente esta etapa de seleção é usada pelas empresas para realizarem algumas verificações como se o candidato possui ou não conhecimentos citados no currículo, disponibilidade e pretensão salarial. As entrevistas via telefone são mais comuns nas primeiras etapas dos processos seletivos e pode ser que as empresas faça uso desta oportunidade também para passar mais informações sobre as vagas, como benefícios oferecidos, salários etc, além de verificar também se há de fato interesse do candidato por meio da forma com que o mesmo se porta mediante as perguntas realizadas, se o candidato tem domínio da língua, bem como as palavras empregadas durante a entrevista.

Em entrevista fornecida ao site G1, a coordenadora de recrutamento & seleção da Talent Group, empresa de recrutamento, seleção e terceirização de mão de obra, Janaína Andrade, diz: “A entrevista por telefone ainda não é utilizada por todas as empresas, no entanto, é uma tendência a ser seguida. O mercado anda muito aquecido e, muitas vezes, o profissional que enviou o currículo para a oportunidade não possui os pré-requisitos imprescindíveis, porém, isso só poderá ser confirmado através de uma análise detalhada do currículo e tirando todas as dúvidas com o candidato no contato telefônico”.

Embora a entrevista por telefone não seja utilizada para avaliações detalhadas do candidato, as avaliações básicas são sem dúvida bem analisadas, portanto, é de suma importância coerência e disposição do candidato para conseguir impressionar o recrutador e garantir a vaga pretendida. 

Por Jaime Pargan


A cada dia que passa, um candidato a uma vaga de emprego precisa tomar todos os cuidados com o que se fala no seu perfil do Facebook. Uma pesquisa realizada por dois estudiosos, Katelyn Cavanaugh e Richard Landers, da Universidade Old Dominion, nos Estados Unidos, aponta que uma verificação do perfil do Facebook de candidatos a uma vaga de emprego demonstra ideias de como ele vai se comportar no ambiente de trabalho.

A consciência e a extroversão são dois indícios que conseguem ser observados no perfil do Facebook e que são importantes na vida profissional. A consciência normalmente indica alguns fatores essenciais na duração do empregado no trabalho: a pontualidade, obediência e organização. A extroversão já demonstra uma característica de boa convivência com as pessoas, a interação, o convencimento, que são da personalidade do vendedor, do profissional que gosta de passar seu tempo em grupos de pessoas.

O teste foi feito no ambiente virtual, com 146 pessoas por uma pesquisa de personalidade. As perguntas que tinham no questionário colhiam informações para conhecer melhor cada participante e como eles pensavam sobre si mesmos. Além disso, os organizadores da pesquisa classificaram a personalidade das pessoas de acordo com o perfil da rede Facebook. O mais interessante é que as informações da rede social de cada pessoa tinham mais características delas do que as respostas que elas deram.

Segundo Cavanaugh, o melhor da rede social é que além de informações recentes, o empregador consegue identificar também características mais antigas do profissional. “No Facebook você pode não apenas encontrar informações muito atuais no perfil de alguém, mas também pode acessar um registro do comportamento passado dessa pessoa”. Nesses questionários, o candidato também pode fraudar as respostas, colocando-se como um profissional que a empresa quer e não como ele realmente é.

De acordo com Landers, o empregador também não pode fazer uma análise rápida no perfil do candidato e já julgá-lo como bom ou ruim. “Para se ter uma boa imagem da personalidade de uma pessoa no Facebook, você precisa ter uma dúzia ou mais pessoas fazendo julgamentos sobre aquele perfil”. 

Por Carolina Miranda





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